Acabei de falar com minha amiga Clara, que vive em Asola, região de Mantova, bem próximo ao epicentro dos últimos tremores.
Disse que o temor e insegurança estão presentes na vida de boa parte dos italianos daquela região.
Tanta gente vivendo em barracas ou dormindo dentro dos próprios carros.
E a crise que já existia, causando desemprego, hoje está ainda maior.
Sua própria família modificou a rotina nesse período. Como vivem em um sobrado, os pais agora dormem num cômodo térreo, com receio de um novo tremor. Em caso de emergência a escada poderia dificultar a locomoção até um lugar seguro.
O último terremoto, na terça-feira, aconteceu em pleno dia, em horário de aula, com escolas lotadas, pessoas trabalhando. Dá prá imaginar o cáos dos segundos infindáveis dos abalos.
Além da destruição de casas, igrejas e monumentos, chamou atenção o prejuízo que os produtores de Grana Padano e Parmigiano Reggiano tiveram. Com o tremor, inúmeras prateleiras tombaram derrubando milhares de discos desses queijos.
Nossa esperança é que as placas de acomodem e cessem os abalos, e que a vida volte ao normal.
É tempo de solidariedade, e quem está mais próximo e disponível certamente está com os braços estendidos para uma ajuda imediata e concreta.
De longe nosso coração irradia força e coragem para quem sofre.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Ainda sobre Brasília...
Um dia conversando com um francês, ele fez um comentário sobre a cidade de Brasília. Disse que a cidade não tinha história. Não quis polemizar, mas também não podia me calar. É claro que ele estava comparando com seu país, a França. Se tivesse dito que não tinha gostado da cidade, que era muito diferente de tudo o conhecia, tudo bem.
É claro que Brasília tem história! E hoje, depois de 5 décadas, sua cara vai tomando cada vez mais uma forma definida. Brasília é um centro político, de arquitetura única, estilo de vida diferente, no coração do país, com população formada essencialmente por brasileiros de norte a sul, que ajudaram na sua construção. Poderia dizer que o brasiliense tem a cara do Brasil, pois ao contrário das demais regiões que receberam colonizadores, a capital federal recebeu brasileiros, que deram origem à nova geração.
Ao lado posto slides de fotos feitas por mim ao longo desses últimos dois anos.
É ou não uma cidade maravilhosa???
É claro que Brasília tem história! E hoje, depois de 5 décadas, sua cara vai tomando cada vez mais uma forma definida. Brasília é um centro político, de arquitetura única, estilo de vida diferente, no coração do país, com população formada essencialmente por brasileiros de norte a sul, que ajudaram na sua construção. Poderia dizer que o brasiliense tem a cara do Brasil, pois ao contrário das demais regiões que receberam colonizadores, a capital federal recebeu brasileiros, que deram origem à nova geração.
Ao lado posto slides de fotos feitas por mim ao longo desses últimos dois anos.
É ou não uma cidade maravilhosa???
domingo, 27 de maio de 2012
Brasília noturna
Mais uma vez em Brasília, aguardando a segunda-feira de trabalho.
Depois de caminhar no Parque da Cidade, uma passada pela Esplanada dos Ministérios. Vale a pena fazer um passeio noturno e admirar a arquitetura do lugar, diferente de qualquer coisa já vista. Parece que a iluminação dá uma amplitude ainda maior.
Ao mesmo tempo, prá quem conhece, sabe que essa aparente calmaria noturna, com a chegada do sol se transforma num imenso caldeirão fervendo.
Para mim esse é o fascínio de Brasília!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Três mosqueteiros iniciam aventura a caminho da Itália...
Aqui estou depois um longo tempo reacessando o blog. Muita coisa aconteceu. Aliás a vida anda fervendo.
Neste momento estou com dois companheiros no aeroporto de Guarulhos, iniciando uma aventura de duas semanas pela Itália.
Faremos uma escala demorada em Madrid, com tempo suficiente para uma "paella". À noite estaremos com a família italiana...
Logo posto uma foto dos aventureiros.
Engraçado como as viagens nos permitem mergulhar também dentro da gente mesmo. Olhar o lugar que vivemos, as pessoas, o trabalho a partir de uma certa distância nos permite enxergar coisas novas. O dia a dia corrido às vezes no cega.
Um brinde às minhas famílias, brasileira e italiana!!!
Um brinde aos meus companheiros de viagem, Rodrigo e Mauro!!!
Neste momento estou com dois companheiros no aeroporto de Guarulhos, iniciando uma aventura de duas semanas pela Itália.
Faremos uma escala demorada em Madrid, com tempo suficiente para uma "paella". À noite estaremos com a família italiana...
Logo posto uma foto dos aventureiros.
Engraçado como as viagens nos permitem mergulhar também dentro da gente mesmo. Olhar o lugar que vivemos, as pessoas, o trabalho a partir de uma certa distância nos permite enxergar coisas novas. O dia a dia corrido às vezes no cega.
Um brinde às minhas famílias, brasileira e italiana!!!
Um brinde aos meus companheiros de viagem, Rodrigo e Mauro!!!
domingo, 8 de abril de 2012
Feliz Páscoa!
Queria ilustrar meu desejo de feliz Páscoa com uma história contada num dos livros didáticos que eu usava nas minhas aulas.
Era mais ou menos assim...
Era mais ou menos assim...
“Antigamente as famílias moravam em sistema de colônias, na fazenda onde trabalhavam. As casas eram enfileiradas, e esta proximidade favorecia a formação de pequenas comunidades rurais.
A novidade naqueles dias é que o patrão ia projetar um filme na sede da fazenda, e todos estavam convidados. Aquela notícia fez a colônia ferver de animação. Todos estavam muito ansiosos e aguardavam animados o grande dia. Zé manequinha era o mais agitado de todos, pois nunca tinha assistido a um filme, ainda mais numa tela grande, como as do cinema.
Chegada a hora todos se arrumaram com roupa nova e foram para a casa grande, numa trilha de uns 2 quilômetros. Zé manequinha foi o primeiro a ficar pronto. No entanto, sentiu falta do Vítor, um amiguinho que vivia em cadeira de rodas. Correu até a casa dele e ouviu um choro. Encontrou o menino e sua mãe, que achou melhor não levá-lo pela dificuldade do caminho. Zé Manequinha se ofereceu para ajudar e, com dificuldade, chegaram um pouco atrasados, mas a tempo de assistir boa parte do filme. E o Zé, que estava doido prá ir ao cinema, poucas vezes olhou para tela. Sua satisfação foi ainda maior vendo a alegria do Vítor, que não piscava os olhos.”
A novidade naqueles dias é que o patrão ia projetar um filme na sede da fazenda, e todos estavam convidados. Aquela notícia fez a colônia ferver de animação. Todos estavam muito ansiosos e aguardavam animados o grande dia. Zé manequinha era o mais agitado de todos, pois nunca tinha assistido a um filme, ainda mais numa tela grande, como as do cinema.
Chegada a hora todos se arrumaram com roupa nova e foram para a casa grande, numa trilha de uns 2 quilômetros. Zé manequinha foi o primeiro a ficar pronto. No entanto, sentiu falta do Vítor, um amiguinho que vivia em cadeira de rodas. Correu até a casa dele e ouviu um choro. Encontrou o menino e sua mãe, que achou melhor não levá-lo pela dificuldade do caminho. Zé Manequinha se ofereceu para ajudar e, com dificuldade, chegaram um pouco atrasados, mas a tempo de assistir boa parte do filme. E o Zé, que estava doido prá ir ao cinema, poucas vezes olhou para tela. Sua satisfação foi ainda maior vendo a alegria do Vítor, que não piscava os olhos.”
Para mim esta história retrata muito bem a alegria que brota da Páscoa: ela sempre é maior do que a gente espera! Ela é farta e chega a transbordar!
Que tenhamos a sensibilidade do Zé Manequinha, que soube se colocar no lugar do outro. Aliás, ele foi mais além, soube se alegrar com a alegria do outro.
Que tenhamos a sensibilidade do Zé Manequinha, que soube se colocar no lugar do outro. Aliás, ele foi mais além, soube se alegrar com a alegria do outro.
E neste ano a Páscoa, com sabor de Vida Nova, tem a imagem da Lívia e Tadeu à espera do Fábio. Para mim estas fotos transcendem... mostram o coração e a alma da família.
Feliz Páscoa!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Silêncio!
Estamos nos aproximando do dia do silêncio.
Sexta-feira da Paixão é o dia que fazemos memória da morte de Jesus.
Nesse dia devíamos fazer memória das mortes que nos rodeiam, que insistem em nos afastar da vida digna e feliz para a qual fomos criados.
Tomar consciência do que causa morte nos ajuda a tomar decisões para que a vitória seja sempre da vida. Como foi com Jesus.
Mas sem mastigar as ervas amargas e comer pão sem fermento é muito difícil chegar à maturidade da existência.
Jesus certamente nunca teve o objetivo de morrer crucificado. Quem acredita que estava tudo escrito dificilmente poderá crer que Jesus foi humano. E se não acredita em sua humanidade fica impedido de se identificar com ele, como irmão, filho do mesmo Pai.
Por isso, se não fizermos memória desse dia com o coração, estaremos experimentando um vazio. Hoje não é preciso celebrar a Paixão como se a dor e morte fossem a última notícia. Pelo contrário, podemos celebrar a morte de Jesus na certeza da vitória.
Mas se essas palavras não alcançarem nossa prática, também elas serão vazias. Paixão. Morte. Silêncio. E daí?
Nossa esperança mais segura vem da vitória de Jesus. Com ele podemos ter como última notícia a Vida Plena.
Tristezas, angústias, medos, incertezas, ambiguidades, doenças, pobreza, perdas, dores... nada, mas nada mesmo pode substituir a vitória da vida sobre a morte.
Por isso um bom exercício para a Sexta-feira da Paixão é descobrir se há em nós algum sinal de morte. Para isso o silêncio de Jesus nos inspira. Façamos silêncio. Deixemos calar todas as vozes para que apareça a verdade.
Coragem!
Sexta-feira da Paixão é o dia que fazemos memória da morte de Jesus.
Nesse dia devíamos fazer memória das mortes que nos rodeiam, que insistem em nos afastar da vida digna e feliz para a qual fomos criados.
Tomar consciência do que causa morte nos ajuda a tomar decisões para que a vitória seja sempre da vida. Como foi com Jesus.
Mas sem mastigar as ervas amargas e comer pão sem fermento é muito difícil chegar à maturidade da existência.
Jesus certamente nunca teve o objetivo de morrer crucificado. Quem acredita que estava tudo escrito dificilmente poderá crer que Jesus foi humano. E se não acredita em sua humanidade fica impedido de se identificar com ele, como irmão, filho do mesmo Pai.
Por isso, se não fizermos memória desse dia com o coração, estaremos experimentando um vazio. Hoje não é preciso celebrar a Paixão como se a dor e morte fossem a última notícia. Pelo contrário, podemos celebrar a morte de Jesus na certeza da vitória.
Mas se essas palavras não alcançarem nossa prática, também elas serão vazias. Paixão. Morte. Silêncio. E daí?
Nossa esperança mais segura vem da vitória de Jesus. Com ele podemos ter como última notícia a Vida Plena.
Tristezas, angústias, medos, incertezas, ambiguidades, doenças, pobreza, perdas, dores... nada, mas nada mesmo pode substituir a vitória da vida sobre a morte.
Por isso um bom exercício para a Sexta-feira da Paixão é descobrir se há em nós algum sinal de morte. Para isso o silêncio de Jesus nos inspira. Façamos silêncio. Deixemos calar todas as vozes para que apareça a verdade.
Coragem!
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Finalmente, tortelli di zucca
Depois de muitos anos saboreando essa delícia de prato, realizei a façanha de prepará-lo. E ficou bom demais!
É o primeiro prato da Ceia de Natal, e faz parte da tradição das famílias da região da Lombardia, norte da Itália, onde mora parte da minha família.
Véspera de Natal é "giorno magro", ou seja, não comem carne. Assim, essa pasta é muito bem vinda.
A bem da verdade, nas poucas vezes que fui fora do período do Natal, fui surpreendido com o bendito tortelli. Faz parte da listas de coisas que não posso deixar de saborear a cada vez que os visito.
Em maio não vai ser diferente. Pela primeira vez vou a Itália na primavera, e já fiz o pedido: tortelli de zucca tradicional, com manteiga, sálvia e queijo ralado.
Essas fotos foram feitas na casa da mãe da Clara, em Asola, Itália.
Abaixo posto algumas fotos da receita feita ontem,juntamente com minha vizinha, D. Teresa.
É o primeiro prato da Ceia de Natal, e faz parte da tradição das famílias da região da Lombardia, norte da Itália, onde mora parte da minha família.
Véspera de Natal é "giorno magro", ou seja, não comem carne. Assim, essa pasta é muito bem vinda.
A bem da verdade, nas poucas vezes que fui fora do período do Natal, fui surpreendido com o bendito tortelli. Faz parte da listas de coisas que não posso deixar de saborear a cada vez que os visito.
Em maio não vai ser diferente. Pela primeira vez vou a Itália na primavera, e já fiz o pedido: tortelli de zucca tradicional, com manteiga, sálvia e queijo ralado.
Essas fotos foram feitas na casa da mãe da Clara, em Asola, Itália.
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