quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um amor que nasceu numa colina francesa


Hoje, último dia do mês de outubro, quero homenagear uma pessoa muito especial que há muito tempo passou a fazer parte da minha vida como um presente de Deus. A escolha não foi nossa. Nos encontramos movidos por uma força maior, aquela mesma que faz brotar e crescer o amor. Era o ano de 1988, nos últimos dias do mês de dezembro. Ela chilena, eu brasileiro, e o encontro em Paris. Naquele frio do inverno europeu houve calor suficiente para fazer nascer uma amizade que seria eterna. Passar um tempo na colina de Taizé deixa marcas. No meio de tanta gente meu coração batia em sintonia mais afinada com alguns, dentre eles o coração agitado de uma jovem prestes a dar um ultimato ao noivo: ou casa, ou casa!!! Aliás foi o que aconteceu quando voltou ao seu país.
Foi uma convivência intensa, com sinais concretos de que era somente o começo. Além de amiga, é irmã e às vezes mãe. Meu deu de presente fazer parte da sua vida: ganhei um amigo e pai chileno, irmãos, sobrinhos... uma bela família.
E já são milhares e milhares de milhas percorridas entre Brasil e Chile prá matar as saudades ao longo desses anos.
Por isso não podia deixar de agradecer a Deus pelos seus bem vividos 50 anos.
E agradecer a você Mara, por ser parte essencial da minha vida.
Receba meu amor e minha admiração.

Mara Figueroa

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um amigo chamado Popó, também conhecido por Alexandre!


Querido amigo Alexandre!
Hoje  você completa mais um ano, e não podia deixar de agradecer a Deus pela sua vida. 
Resolvi escrever assim, publicamente, pois é uma forma de expressar um testemunho de que a amizade continua sendo uma das maiores riquezas que podemos conquistar.
Amizade sincera, duradoura... tão firme e resistente que é capaz de vencer os desafios da distância, do tempo...capaz de viajar conosco pela eternidade. Certamente nos reconheceremos mesmo quando nossos corpos tiverem passado pela transformação da morte. 
Você é daquelas pessoas que a gente realmente pode pensar em voz alta. Sem medo de julgamento, censura e sempre muito, mas muito confiável.
Você é um exemplar de ser humano entusiasmado, cheio de vida, capaz de apoiar e estimular os projetos dos outros como se fossem seus. 
Está longe de ser perfeito, eu mesmo me atreveria a listar aqui muitas fraquezas suas (risos!). Mas isso, longe de ser defeito, faz de você uma pessoa acessível, aberta. Ao mesmo tempo especial e comum, como são chamados a serem os filhos de Deus.
Muito difícil ver alguém com disponibilidade como a sua. Se desdobra para multiplicar o tempo, os ouvidos e o coração para chegar próximo das necessidades dos demais. Você tem um cuidado especial com as pessoas, e isso tem muito a ver com o evangelho de hoje. Muitas vezes você se coloca em último lugar para permitir que outros tenham oportunidades, dignidade, prazer, satisfação. Certamente por conta disso você deve ter uma alegria bem particular... aquela satisfação descrita nas parábolas de Jesus sobre o Reino de Deus.
Nesta “peregrinação de confiança pela terra”, nossos caminhos se cruzaram tantas vezes, e isso me faz ser muito grato a Deus.
Obrigado pelas lições ensinadas através dos seus gestos, suas palavras, e muitas vezes, pelo silêncio carregado de presença.
Quero vê-lo sempre muito feliz, driblando as coisas óbvias e às vezes medíocres desse mundo, descobrindo nas coisas simples e originais o sentido da vida! Feliz aniversário!

Meu forte abraço, que sempre vai atravessar as fronteiras.

terça-feira, 24 de julho de 2012

“Vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos...” (Mt 11,28-30)



Este evangelho esteve presente na liturgia da semana passada, mas na minha opinião, ele deveria estar impregnado na nossa mente para que pudéssemos nos lembrar diariamente desta promessa de Jesus, de que sempre podemos contar com Ele. E o convite é permanente. As portas sempre estão abertas e nós podemos buscar o alívio sem condições.
Todos os dias recebo notícias tristes de que alguém está passando por dificuldades, que está doente, ou que perdeu algo ou alguém. Na maioria das vezes a gente pode muito pouco. E a ajuda mais eficiente é dividir o peso. E fazer isso não significa transferir os problemas, mas oferecer e receber ajuda o bastante para permanecer de pé, enfrentando as dificuldades. Dividir o fardo pode ser encontrando alguém que nos escute com atenção, nos ajude na organização interior, ou a dissipar os medos. Pode ser simplesmente numa demonstração de que não estamos sozinhos, que somos queridos. 
Quando nos sentimos amados, a chama quase apagada volta a queimar, e com a intensidade que nos dá coragem e ânimo para enfrentar as dificuldades da vida.

“Estou cansado!” é uma das frases mais freqüentes nos diálogos entre as pessoas. Mas o cansaço nem sempre é físico. Ele está muitas vezes relacionado com as frustrações diárias, com os desânimos. E como é que a gente pode “descansar”? Antes de descansar do que nos cansa, é preciso enfrentar o que nos provoca o cansaço, caso contrário estaremos sempre na mesma. Identificando a causa podemos avançar na busca de uma vida mais equilibrada, onde as surpresas do cotidiano não sejam capazes de nos derrubar. Isso é bem prático: quando estamos num período de equilíbrio e bem estar, as dificuldades se reduzem ao tamanho real, sem aquela aparência de monstro gigante, difícil de enfrentar.

Precisamos de um refúgio para recuperar as forças e a sintonia com o que está ao redor e no próprio interior. Qual tem sido o nosso refúgio? Pode ser qualquer lugar onde nos sintamos bem, em paz. Em nossa casa, em um jardim, numa caminhada, na oração. Hoje mesmo num dos cadernos do jornal local o tema do artigo era “O poder do silêncio”. Aí está uma resposta para esta busca. O silêncio certamente nos ajuda a entrar novamente no eixo, a encontrar o norte. 
Posto abaixo uma foto da capela do Campo Alegre feita na semana passada. É simples, aberta, acolhedora. Quem quiser aparecer para seu momento de silêncio e de encontro pessoal será sempre bem-vindo!





Sobres redes e blogs...



Engraçado como a gente acaba trilhando novos caminhos inesperadamente. Quando caímos na conta... já estamos embrenhados na floresta. Estou falando do facebook e do blog.
Já tinha criado uma conta no facebook há muito tempo, mas não usava com freqüência. Quando fui postar novos álbuns de fotos no blog, descobri que minha cota no picasa (onde eram armazenadas as fotos) tinha expirado.
O facebook tem muitas coisas boas, bem positivas mesmo. Reencontrar pessoas, saber notícias com mais freqüência sobre a maioria delas, fotos atualizadas, e muitas, muitas frases... Mas infelizmente, muitas coisas jogadas ao vento...
Quase todos os “cartazes”, frases, trazem mensagens interessantes, que podem levar a uma reflexão. Mas gostaria que, pelo menos de vez em quando, viessem acompanhadas do “parecer” daqueles que postaram. Mesmo que fosse uma frase. Sei que é uma rede, destinada a mensagens curtas, mas nem por isso precisa ganhar este formato. Tudo bem que algumas frases são tão impactantes que não precisam de mais nada. Gosto muito da Cora, do Quintana, do Dalai Lama, do Rubem Alves, do Galeano, do Saramago... mas gostaria de saber um pouco mais dos Josés e das Marias que vivem no anonimato.

sábado, 23 de junho de 2012

Assim nasce um artista...



 

Nossa grande contribuição para quem está descobrindo a vida é apresentar as possibilidades.
Esse é o João Vítor. Dispensa o pincel e pinta o “sete” com os dedos.
Sentir a tinta diretamente pode dar uma sensação diferente, que ele certamente descobriu primeiro que muitos de nós.
Incrível como ele mergulha na aventura de criar sua própria arte...
Parabéns, João Vítor!

 

Sábado de manhã com muito gosto!


Inverno com cara de outono.
Despertar antes de sol para saudá-lo.
Tomar café na companhia da também madrugadeira Selma, rodeados pelo Thor, Belle e as calopsitas.
Voltar para casa e cuidar do jardim.
Plantar com especial cuidado umas sementes de espinafre, que resiste em voltar para o Campo Alegre (antes ele renascia com força a cada inverno sem ter que semear).
Preparar um azeite com ervas e alho.




Tudo ao som da Maria Gadú, e agora Kitaro.
E ao final uma caminhada na represa.
Sem falar que é quase São João, aniversário do meu sobrinho querido, o Enzo.

Obrigado, Senhor!